domingo, 15 de maio de 2011

La galana



La espozica está n'el baño,
vestida de colorado,
Echate a la mar, échate a la mar y alcánçalo,
échate a la mar.


Si, a la mar yo bien m'echava,
si la suegra licencia me dara,
Echate a la mar, échate a la mar y alcánçalo,
échate a la mar.


Ya salió de la mar la galana,
con un vestido de silma blanca.
Echate a la mar, échate a la mar y alcánçalo,
échate a la mar.


Entre la mar i el río,
vestida de amariyo.
Echate a la mar, échate a la mar y alcánçalo,
échate a la mar.


Entre la mar i la arena,
cresió un árvol de canela.
Echate a la mar, échate a la mar y alcánçalo,
échate a la mar.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Questão de importância



Hoje o Nuno Rodrigues telefonou-me ao fim de milénios. Ele disse: tu foste muito importante para a Banda.

Eu respondi: nã nã... A Banda é que foi importante para mim!!! Achas que aquilo em que me tornei foi porquê? Como poderia fazer "ilustrações fonéticas"? Como poderia cantar tão livre? Como é que me descobri? E porque é que sou tão opinativa? Hã? Porque é que não me calo perante coisas que fingem ser? Tive os melhores mestres!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

As tapeçarias de Pastrana e os feitos de Alphonso




As tapeçarias de Pastrana descrevem as conquistas no Norte de África por D.Afonso V. A forma mais aproximada que o rei português tinha de registar os seus feitos era mandá-los tecer em tapeçarias.

Foram encomendadas Quatro Tapeçarias de Pastrana pelo rei, produzidas nas oficinas flamengas de Tournai no último quartel do século XV. Entraram em Portugal, provavelmente, já no reinado de D. João II e, em 1532, poucas décadas depois de terem sido feitas, aparecem em Espanha.

Terão sido herdadas pelos duques do Infantado, que mais tarde as cedem à Colegiada de Pastrana, onde ficaram desde então. O mundo esqueceu-as. Até que, no início do século XX, os historiadores de arte portugueses José de Figueiredo e Reynaldo dos Santos as "encontraram" em Pastrana.


Um príncipe bonito e bem formado e o mais cristão, mais bélico e mais justo que alguma vez conheci - Georg von Ehingen*

* cavaleiro germânico que participou na conquista de Ceuta e pintou uma iluminura de D. Afonso V


in http://www.publico.pt/Cultura/as-miticas-tapecarias-de-pastrana-estao-em-lisboa_1441597

Momentos com História em Torres Novas

Em 1476, depois da batalha de Toro, D. Afonso V partiu para França ao encontro de Luís XI para lhe pedir apoio à sua pretensão de casar com a sua sobrinha D. Joana, filha de Henrique IV e herdeira do trono de Castela. Ir-se-ia encontrar pessoalmente com o Duque de Borgonha, seu primo, perto de Nancy na tentativa de, com ele, negociar um tratado de paz com Luís XI. Confiado no seu mui chegado sangue, animava-o temperar os inconvenientes do Rei de França com o Duque de Borgonha. Por isso, partiu El-Rei em Novembro, mui alegre e com muita aspereza de neves e frios incomportáveis, ao encontro do Duque; viram-se e abraçaram-se ambos a pé sobre o meio de um grande rio todo tão regelado (...) e dali se tornaram ao arraial do Duque. Mal acabaram de selar o tratado de paz, as tropas de El-Rei de França com as do Duque de Lorena punham cerco a Nancy. Apanhado de surpresa, Carlos o Temerário, era morto às portas de seu arraial. Esta morte do Duque pôs a todos os portugueses, em público nojo e muita tristeza, e com ela acabou El-Rei D. Afonso de perder verdadeira e substancialmente toda a esperança de seu desejo e propósito.
Carlos o Temerário

Com a morte de Carlos o Temerário, D. Afonso V regressou a Paris onde chegaram, também, os Embaixadores que ambos haviam enviado a Roma para pedirem ao Papa a dispensa necessária ao casamento de Afonso V com sua sobrinha D. Joana, sem que o Papa a tivesse concedido pressionado, certamente, pelos Reis de Castela, Fernando e Isabel.


Desalentado, vendo cerrados todos os caminhos que poderiam levar ao cumprimento do seu desejo e crendo que tantas contrariedades não poderiam ser sem vontade de Deus, afastou-se para lugar desconhecido com a firme determinação de abdicar a coroa em seu filho, D. João, deixar este mundo e seus debates e sem ser conhecido partir para Jerusalém, para aí servir a Deus, em cumprimento de um antigo voto, ou - como o refere Filipe de Comines - ir a Roma e aí entrar em religião.

Foi dissuadido de seu intento e, em Outubro de 1477, regressou a Portugal desistindo de casar com D. Joana, sua sobrinha, que entretanto entrava em religião e por todos era conhecida pela excelente senhora. Todavia, nunca mais foi alegre, e sempre andou retraído, maginativo e pensoso, mais como homem que aborrecia as coisas do mundo, que como Rei que as estimava. Mui católico, amigo de Deus, mui fervente na fé, ouvia continuada e mui devotamente os Ofícios Divinos, e deleitava-se com homens honestos, Religiosos e de bom viver .


in http://www.triplov.com/hist_fil_ciencia/amorim/rei_alphonso/rei_culto.htm

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O REI ALPHONSO

Estandarte de D. Afonso V



Guerreiro apaixonado, ele foi também "um amador da Ciência" e "um Rei Cavaleiro, à moda das novelas e romances da Távola Redonda", em cuja alma "a flor da Cavalaria medieval desabrochava com toda a exuberância e irreverência fértil em quimeras, atrás das quais corria, inspiradora de aventuras como as de Amadis (...)
Fólio de Amadis de Gaula, edição de 1526, impressa em Sevilha por Jacobo Cromberger, alemão e João Cromberger



Do interesse cultural de D. Afonso V, uma das mais notáveis vertentes da sua política, deve-se realçar as muitas honras que deu aos sabedores, os muitos livros que coleccionou, as muitas bolsas de estudo e outras verbas " ad hoc" concedidas a escolares do Estudo Geral e, sobretudo, o papel que assumiu como Protector do Estudo até 1479. Renuncia ao cargo neste ano pelo facto das múltiplas ocupações lhe não permitirem desempenhá-lo bem tendo, então, recomendado para o mesmo o Cardeal Jorge da Costa, o Alpedrinha. Como Protector do Estudo Geral, intrometeu-se profundamente na vida da Escola, com prejuízo da autonomia de que a mesma gozava. D. Afonso V arrogou-se o direito de confirmar, alterar e esclarecer, por si próprio, o Estatuto do Estudo Geral, quando assim o entendesse, bem como o direito de confirmar os alvarás ou cartas dadas pelos seus antecessores.
Cadeira de estado ou estadela de D. Afonso V - peça em exposição no MNAA



Do rol dos muitos livros que coleccionou fazia parte a obra de Hermas, o Pastor, um tratado de grande fôlego místico, do século II da nossa era. E é sabido que, quando em Arrás, Rouen e Honfleur (França), desiludido e desanimado com a má fé de Luís XI, depois do duque de Lorena ter atacado e morto Carlos "o Temerário", com quem D . Afonso V se fora encontrar na tentativa de com ele estabelecer um pacto de paz com os exércitos do rei de França, o soberano português, abatido e desejoso de renunciar ao mundo, passava longas horas no seu quarto, a ler e a escrever.


texto retirado de http://www.triplov.com/hist_fil_ciencia/amorim/rei_alphonso/rei_culto.htm