domingo, 20 de novembro de 2011

No Teatro Virgínia

Pintura de João Gonçalo Santos feita após o concerto e oferecida via Facebook :)
O João Gonçalo tem 18 anos e estuda Design e Multimédia na faculdade de Ciencias e Tecnologia de Coimbra
http://jgi-design.deviantart.com/art/dedication-269981634

Foto de Maurício Domingues

Foto de Maurício Domingues

Foto de Maurício Domingues

Foto de Maurício Domingues


Foto de Maurício Domingues

sexta-feira, 18 de novembro de 2011


Um dia, o silêncio concluiu ser apenas uma sombra.
Inventou no seu canto incandescente uma forma brilhante sempre que ela se sentisse só  para a surpreender na escuridão com a luz do seu próprio ser.

Véspera


A voz conhece o desejo da alma.
O corpo conversa com ambas
É assim que o destino nos leva, passo a passo
No tempo e no espaço
Espirais onde me perco. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011



Quando tiveres cumprido a tua jornada,
decerto hás-de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e a tua estação há-de ser o céu.

Jalaluddin Rumi

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Biodegradável

                                              
 
As mulheres de meia-idade são a curva descendente do sol, o último comboio sem passageiros, a erva seca  num campo abandonado.

Estas incuráveis-dos-anos ainda aguardam por coordenadas que acreditam poder resgatar-lhes o percurso mais à frente, elas que um dia decidiram achar generoso esperar pela virtude e acreditar no tempo para tudo, não se dando conta da emboscada imoral  que as enganou.


Há mulheres de meia-idade que passam a ferro e tiram o pó das molduras, outras mudam a terra dos vasos e cortam as unhas do gato e esta que testemunha o tempo a tirar identidades que eram suas. E como lhe custa.
As mulheres que entre promessas de futuro não chegaram a ser presente coleccionam para sempre as culpas de todos os equívocos acumulados às costas como uma cordilheira montanhosa.

A estas depressivas-dependentes dos desafectos resta a insónia das madrugadas que a rádio  programa. A mim cabe-me o cansaço dos dias sob o peso do pânico que o medo me traz.

De nós, amostras da cronologia biodegradável, acerca-se a inevitabilidade do tempo que nos destrói.