Frequentar, usufruir, divulgar. Este centro de formaçao cultural portuense faz TODA a diferença. Um espaço numa cidade pródiga em circuitos alternativos de extrema qualidade. Seguir exemplos desta natureza faz-nos mais felizes!
Holoteta é uma pessoa ligada ao computador da nave espacial que, através dos seus pensamentos, dirige a sua deslocação "por meio de um conjunto estabelecido de curvas através de uma série conhecida de configurações". Algumas holotetas transcendem a mera experiência de ligação com o computador. in O Bailado das Estrelas de Spider e Jeanne Robinson (1979)
sábado, 10 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
La Guitarra
Empieza el llanto
de la guitarra.
Se rompen las copas
de la madrugada.
Empieza el llanto
de la guitarra.
Es inútil callarla.
Es imposible
callarla.
Llora monótona
como llora el agua,
como llora el viento
sobre la nevada.
Es imposible
callarla.
Llora por cosas
lejanas.
Arena del Sur caliente
que pide camelias blancas.
Llora flecha sin blanco,
la tarde sin mañana,
y el primer pájaro muerto
sobre la rama.
¡Oh, guitarra!
Corazón malherido
por cinco espadas.
- Federico García Lorca
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
(...)
Espera-me uma insónia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
(...)
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
(...)
Álvaro de Campos in Poemas
Espera-me uma insónia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
(...)
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
(...)
Álvaro de Campos in Poemas
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
Confidências
Passei os meses seguintes a fazer tudo para aceitar o que me foi tirado. Concluí não estar preparada para a complexidade da vida depois da vida. Prefiro sofrer a despedir-me do mundo onde não tenho sido feliz mas, ainda assim, o único que conheço.
As hostes têm vindo a tombar na frente da guerra inevitável entre a vida e a morte. Este combate inútil, determinado desde a génese dos tempos, revolta-me e complica-me a existência precocemente fragilizada pela sombra das perdas.
Na trincheira do pânico vejo esgotar-se a pequena reserva de força. As emoções consomem-se para deixar passar a voz que subsiste apesar de todas as dores.
Sou uma sombra do que fui e enquanto esta chama persistir sobreviverei a qualquer morte – rezo noite dentro.
Por quanto tempo mais?
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
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