segunda-feira, 15 de outubro de 2012

❖ Dia de Agustina ❖

A Importância da Arte

 
 
A arte é, provavelmente, uma experiência inútil; como a «paixão inútil» em que cristaliza o homem. Mas inútil apenas como tragédia de que a humanidade beneficie; porque a arte é a menos trágica das ocupações, porque isso não envolve uma moral objectiva. Mas se todos os artistas da terra parassem durante umas horas, deixassem de produzir uma ideia, um quadro, uma nota de música, fazia-se um deserto extraordinário. Acreditem que os teares paravam, também, e as fábricas; as gares ficavam estranhamente vazias, as mulheres emudeciam. A arte é, no entanto, uma coisa explosiva. Houve, e há decerto em qualquer lugar da terra, pessoas que se dedicam à experiência inútil que é a arte, pessoas como Virgílio, por exemplo, e que sabem que o seu silêncio pode ser mortal. Se os poetas se calassem subitamente e só ficasse no ar o ruído dos motores, porque até o vento se calava no fundo dos vales, penso que até as guerras se iam extinguindo, sem derrota e sem vitória, com a mansidão das coisas estéreis. O laço da ficção, que gera a expectativa, é mais forte do que todas as realidades acumuláveis. Se ele se quebra, o equilíbrio entre os seres sofre grave prejuízo.


  Agustina Bessa-Luís, in Dicionário Imperfeito

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Força em frágil

Foto de Mark W. Moffett
 
 
Se alguma coisa se te opõe e te fere, deixa crescer. É que estás a ganhar raízes e a mudar. Abençoado ferimento que te faz parir de ti próprio.


Saint-Exupéry

sábado, 6 de outubro de 2012

Repito-me, eu sei, mas temos que acordar para problemas que também são nossos.
Não vou deixar que a crise do sistema me torne egoísta. 
 
 

 

Para saber mais sobre testes em animais leia aqui e aqui

 Mais detalhes sobre a abordagem científica e  quão anti-científica, inválida e fraudulenta é a experimentação animal:

www.curedisease.net
www.curedisease.com
www.pcrm.org
www.eceae.org/g_resources.php

www.endeuanimaltests.org
www.scienceroom.org

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Elucubrações



 


A felicidade é um direito à nascença. Toca-lhe ao apreciares tudo aquilo que és e tudo aquilo tens.


- Yehuda Berg

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Estória de um passeio no dia de S. Francisco

 Junto a S. Francisco nosso padroeiro e santo de eleição!
 
 Uma linda lua matinal
 
 Eu, a mais cantora de todos, dedico-lhe (à Lua) vários uivos
 
Sírius: Eu tomo conta das pequenas!
Eva: Eu fico muito sossegadinha...
 
Nina: Eu vou ali num instantinho...
 
 Eva:  Podes confiar em mim. Cá estou MUITO sossegadinha!

 Sírius: AAAAAAAAAAAAAAAAAALTOOOOOOOOOOOOO! Vejo algo a mexer!
 
 Eva: Não ralhes muito... eu fiz uma covinha... não resisti...
 
 Eva: ... e depois eu cheirei uma coisa que estava muito funda e cavei cavei cavei e depois tive que lá meter o nariz...  eheheheh mas isto lava-se e pronto!

Nina: Agora estás melhor... sentadinha no banco... e olha a sorte que tens! Vem aí uma mão cheia daqueles biscoitos especiais! 
Eva: Onde? Onde?
Nina:  Ai.... tu...

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Indagações

 
 
Foto de Andrew Parkinson
 

          A voz das alturas anuncia alegrias, cantares, exaltações, delícias; na nossa inocência elementar, na mansidão dos nossos gestos e actos de alimárias, perceba-se o resplendor dos tesouros ocultos, o testemunho da glória dos lírios.
                A formosura do Firmamento exalta a majestade de todas as coisas, numa sucessão de maravilhas que arrebata os homens. A nós, porém, cabem o desamparo, a perseguição e o extermínio. Até quando?

         A contemplação das obras do Ser Superior provoca júbilo, bem-aventurança e justos cânticos. Todavia, e nós, mártires da altivez e da vaidade humanas? Quem nos socorrerá?
          Nossas aflições e dores clamam por amparo, auxílio, fortaleza e liberdade, cercados que nos vemos de espadas, lanças e setas, órfãos da piedade, da compaixão, da clemência...
 
 
excerto do Salmo dos Animais Felizes da autoria de Jô do Recanto das Letras

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Grande Alma

 
 
 
“Primeiro eles ignoram-te, depois riem-se de ti, depois combatem-te, depois tu ganhas.”
 


Mohandas Karamchand Gandhi   (2 de Outubro de 1869 - 30 de Janeiro 1948)