segunda-feira, 5 de julho de 2010

Diário das Festas 3

Ao terceiro dia o calor tornou-se insuportável. Para quem se dá mal com isso, como é o meu caso, é dificil agir com a tensão baixinha....

A Banda Mahalia Raï deu um concertão. Fomos completamente transportados pelo ritmo vertiginoso e contagiante numa sucessão de imagens de Kusturica! Achei uma pérola o excerto de La Vie en Rose colocado à laia de remate num dos temas. O gozo, o conhecimento das coisas que existiram antes de nós, a maturidade nos arranjos e criatividade das fusões são pequenas coisas que fazem a grande diferença na boa música e que faltam à pequena Gabriella Cilmi se um dia quiser ser grande... Como no fim de ano pelas ruas desta cidade, os corpos do público saltavam ao ritmo endemoinhado da música dos Balcãs e os aplausos foram muitos.


Este excerto ilustra o que se sente ao ouvir os Mahala Raï Band :)

Pop Dell'Arte - 25 anos depois de Querelle - com novo disco, Contra Mundum, continua a provar a sua identidade alternativa. Gostamos que a causa original da verdadeira música pop (e não a mesmice pimba das Gabriellas desta vida a quem pagaram VINTE MIL EUROS pelos clichés embutidos!!!!) continue presente na criação e motivação destes músicos. Muito bem-vindos aos palcos!

2 comentários:

  1. Não há, Né, sUFocAnte canícula que resista ao festival & à festa estival destes músicos — e assim se sucedem, a ritmo circadiano, as boas novas de Torres.
    Já eu, sedentariamente «chez moi», cá vou veraneando, viajando à volta de CONTRA MUNDUM, encantado, por exemplo, com “Diary Of A Soldier (I Saw U Dancin’)”, sublime «torch song» — ai, solidão! — pela voz de João Peste.
    Boa noite, Holoteta.

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  2. Solidão até rima com Verão... e o calor é para se espantar sozinho.
    Bj*

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