segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Acima de tudo, o amor



Ainda que eu falasse línguas,

as dos homens e dos anjos,

se não tivesse Amor,

seria como sino ruidoso

ou como címbalo estridente


Ainda que tivesse o dom da profecia,

o conhecimento de todos os mistérios

e de toda a ciência;

ainda que tivesse toda a fé,

a ponto de transportar montanhas,

se não tivesse Amor,

nada seria.

Ainda que distribuísse

todos os meus bens aos famintos

ainda que entregasse

o meu corpo às chamas,

se não tivesse Amor,

nada disso me adiantaria.


O Amor é paciente,

o Amor é prestativo;

não é invejoso, não se ostenta,

não se incha de orgulho.


Não se faz de inconveniente,

não procura o seu próprio interesse,

não se irrita, não guarda rancor.


Não se alegra com a injustiça,

mas regozija-se com a verdade.


Tudo desculpa, tudo crê,

Tudo espera, tudo suporta.


O Amor jamais passará.

As profecias desaparecerão;

as línguas cessarão;

a ciência também desaparecerá;


Pois o nosso conhecimento é limitado;

limitada é também a nossa profecia.


Mas quando vier a perfeição

desaparecerá o que é limitado.


Quando eu era criança,

falava como criança,

pensava como criança,

raciocinava como criança.

Depois que me tornei adulto,

deixei o que era próprio de criança.


Agora vemos como num espelho

e de maneira confusa;

mas depois veremos face a face.

Agora o meu conhecimento é limitado,

mas depois conhecerei

como sou conhecido.


Agora, portanto, permanecem estas três coisas:

a fé, a esperança e o amor;

A maior delas, porém, é o Amor.


1 Cor 13, 1-13

2 comentários:

  1. Amar desinteressadamente é algo que consideramos normal. Mas não é! Nem toda a gente o consegue, há mesmo pais incapazes de amar os filhos desinteressadamente.

    Amar alguém pelo simples facto de essa pessoa existir. Haverá algo mais bonito?

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