terça-feira, 17 de abril de 2012


Eu, Holoteta, em viagem por uns tempos.
Quando chegar ao mundo novo outras vocalizações aqui serão registadas.
Não devemos permanecer nos lugares onde já fomos felizes. Torna-os feios e distorcidos. Quero lembrar-me para sempre da luminosidade deste lugar  sem a imagem dos que  tentaram roubar a minha Paz.
Fechou-se um ciclo. Mais nada a acrescentar.

3 comentários:

  1. «NOVA ESTAÇÃO

    Toda a gente passou a cumprimentar-nos.
    O sol é novo através da chuva.
    Abrem-se as janelas com cuidado.
    Uma frescura sobe ao compasso da terra.
    Fomos crianças. As árvores tilintam.

    É tempo de trabalhar
    inquietamente.
    Tempo de caminhar com presteza
    pelas calçadas húmidas.
    Tempo de ser vergastado pelo vento.
    Tempo de lutar contra o vento.
    Tempo sério.

    A cidade é grande, cinzenta, verde.
    Paremos.
    Os troncos negros brilham.

    Há um fervor no ar.
    Mil centelhas pululam.
    As fachadas são largas, lisas.
    Respiremos.
    Vamos continuar o dia.

    O sol tão disseminado,
    vibrante além nas pedras.
    E sombra deste lado e quase azul.
    Um animal lentamente passa
    entre caminhantes apressados.
    No tumulto dos metais entre os brilhos,
    nós, sossegados, vemos.»

    António Ramos Rosa, in CAMINHAR HABITAR

    ************************************************

    Salve, Né!

    Luminosos dias & sonhos siderais
    em novos lugares interestelares.

    Abraço (sem adjectivos).

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  2. Fechar ciclos é a vida. Deixamos a nossa marca, o nosso testemunho de vida e as pessoas continuam seus caminhos. Temos o que dar para quem está preparado para receber.
    Beijos.

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  3. Salvé Hélder! Obrigada pela partilha de Caminhar Habitar. Tempo de ser e voltar. Bem-hajas pela tua mensagem :)

    Palavras boas, Luís! "Dar para quem está preparado para receber"
    Obrigada pela atenção às rotas da nave :)

    Abraços

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