quinta-feira, 2 de agosto de 2012

José Afonso III

A minha acção como professor era mais de carácter existencial, na medida em que queria pôr os alunos a funcionar como pessoas, incutir-lhes um espírito crítico, fazer com que exercitassem a sua imaginação à margem dos programas oficiais.
Entrevista a Viriato Teles, in «Se7e», 26/1/86

O que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a criar alibís para justificar o nosso conformismo, entao está tudo lixado! (…) Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parad
o, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de “homenzinhos” e “mulherzinhas”. Temos é que ser gente, pá!
Entrevista a Viriato Teles, in «Se7e», 27/11/85

Até ao fim da adolescência, eu ia regularmente à missa, assistia ao Santo ofício, confessava-me. Hoje passa-se algo como um regresso às origens, não porque me tenha tornado de novo católico praticante, evidentemente, mas percebo que no fundo tenho uma concepção religiosa do universo. Vi, um dia destes, «O Evangelho Segundo Sao Mateus», de Pasolini, e fiquei perturbado. E estou a ler autores como S. João da Cruz e S. Francisco de Assis. Há uma espécie de reencontro com os ensinamentos de Cristo, não o Cristo institucional, o eclesiástico da minha infância, mas o Cristo dos que têm fome e sede de justiça.
Entrevista a José Amaro Dionísio, in «Expresso», 15/6/85
in AJA

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