domingo, 30 de setembro de 2012

مولانا جلال الدین محمد رومی




 
 
O ser humano é uma casa de hóspedes.
Toda a manhã uma nova chegada.
 
A alegria, a depressão, a falta de sentido, como visitantes inesperados.
 
Recebe e entretém todos
Mesmo que seja uma multidão de dores
Que violentamente varrem a tua casa e tiram os teus móveis.
Ainda assim trata os teus hóspedes honradamente.
Eles podem estar-te a limpar
para um novo prazer.
 
O pensamento escuro, a vergonha, a malícia,
encontra-os à porta rindo.
 
Agradece a quem vem,
porque cada um foi enviado
como um guardião do além.
 
 
 
Pensa na aurora se houveres visto o ocaso.
Que dano fez pôr-se à Lua ou ao Sol?
O que é crepúsculo a vossos olhos
É alvorada para mim.
O que é para vocês uma prisão
É para minha alma um infinito jardim.
 
Crescerá toda a semente no solo enterrada.
Haveria de ser diferente à semente humana?
 
 
 
Jalāl ad-Dīn Muhammad Balkhī    (30 de Setembro de 1207 – 17 de Dezembro de 1273)
 

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