terça-feira, 26 de março de 2013

Jembé




Jembé foi o que da ninhada se aproximou logo, muito intrigado com o colar de sementes africanas que eu trazia. Quando me inclinei para lhe fazer uma festa as sementes balançaram o que fez com que accionasse as suas patinhas dianteiras num frenesim de mini-sapatadas qual tocador de Djembé... 
Foi uma risada geral ver um gatinho com pouco mais de 1 mês tão compenetrado na sua performance. Quantas mais sapatadas mais sementes baloiçavam e emitiam sons. Aquilo era muito estimulante. Deitado de barriga para o ar atingiu uma  velocidade de batidas impressionante  e via-se na sua carinha-de-gatinho uma expressão divertida pela descoberta da nova brincadeira.


Eram 4 bebés nascidos a 6 de Outubro, 2 fêmeas lindíssimas tigradas e 2 machos -  um predominantemente preto com uma misturinha de branco, e o outro predominantemente branco com uma misturinha de preto. 
Jembé parecia que tinha um mini smoking vestido e, claro, depois daquela apresentação ficou bem explícito que queria ficar comigo, mais não fosse por aquele colar mágico que tanto despertava a sua criatividade artística!


Passaram-se 12 anos das nossas vidas e este peludinho tem sido simplesmente notável. 
Dotado de um carácter hiper-pacífico (eu digo que foi por ter ouvido muitas ragas indianas) ADORA primeiro que tudo comer e depois apanhar banhos de sol.


É o líder indiscutível do grupo de peludinhos, que foi crescendo e diminuindo nestes  anos, sem nenhuma vez  ter sido agressivo para quem quer que fosse acolhido na nossa casa.
Lembro-me muito bem daquela vez em que foi receber à porta (como é seu costume) uma gatinha retirada debaixo de um carro, num dia de chuva intensa, ele todo mesuras e cordial, ela atiçada e bufadeira... ficou tão chocado pelo destratamento que se retirou para a sala com o ar mais indignado deste mundo, profundamente  magoado pelo génio intempestivo da Celeste, mas nunca na sua vida lhe retaliou!


Jembé é assim, um gato sensível e zen,  perito em abrir portas de armários e sacos de ração fechados, um terapeuta nato enquanto dorme descansado sobre as costas da sua "dona" (confirmo que é muito melhor que shiatzu) e com um poder vocal nocturno (revelado a partir da meia-noite noite, mais coisa menos coisa), muito expressivo, variado e potente. Aliás, o meu interesse pelo "gatês" é graças a esta particularidade do Jembé, que tem sido o meu instrutor.

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