quinta-feira, 25 de junho de 2009

Irão - Kiosk, O-Hum, Saadi

Human beings are members of a whole,
In creation of one essence and soul.
If one member is afflicted with pain,
Other members uneasy will remain.
If you have no sympathy for human pain,
The name of human you cannot retain.”

Saadi (Shiraz,c.1184/1213?-1283/1291?)



1 comentário:

  1. CANTATA DA ESPERANÇA

    Trago esta fome no olhar
    Que ninguém sabe nem quer molhar
    Porque o leito do rio secou
    E eu descobri que não sei quem sou

    Vagueio pelas ruínas da verdade
    Aprendendo a ser mais secreto
    Entre os favos que são a cidade
    E as curvas cavas do meu dialecto

    Este abismo que vende o cansaço
    À liberdade de ser um porto
    Arrasta a tristeza de um palhaço
    Às linhas nuas de quem vive morto

    Desejos de ver a mão amiga
    Nas linhas clássicas da vontade
    São refrãos de uma velha cantiga
    Que reflectem os vinhos da idade

    Paro nas estações do meu sono
    Sem os freios que a vida assimila
    E resisto ao poder do crono
    Que veste a paz que se aniquila

    Aprendi a respirar o suor
    Do amor que nunca se revela
    E a vencer o mundo menor
    Do amante que não se rebela

    Instintos que se queimam lunares
    Em cavernas de sonhos abstractos
    Lançam no ar os ventres dos esgares
    Que se ouvem nas danças dos relatos

    Recuso os sinais da vertigem
    Que sufocam tudo o que se cria
    E escondem os murais da origem
    Que são a prova do que se espia


    Oh! Eu espero que o vento mude
    E traga o sonho das montanhas
    Eu espero que o tempo me escude
    E liberte a prisão das entranhas

    Seremos a criança que nos canta
    A liberdade que nos pertence
    E saberemos plantar quem planta
    O pólen do rio que tudo vence.



    Jorge Mesquita

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