quarta-feira, 4 de julho de 2012

Da voz e do voo






Este sonho de voo persiste ainda antes de ter nascido.

Desci à terra. Assim que pude escalei os céus rumo às estrelas.

E porque caía sempre que me lançava no firmamento um anjo deu-me metade das suas asas para acabar com os voos interrompidos.

Aprendi que as fragilidades terrenas me lançavam para lá das nuvens, um mundo raro, menina-borboleta, menina-pássaro, um castelo visto de cima, um príncipe errante à procura do Santo Graal.

Tudo me enchia a boca sedenta de asas.
O coração deixou de ser um poço fundo e escuro. Jorrou sons desenhados no ar.

Depois a descoberta das palavras, nas minhas mãos em concha, vindas de lugares onde nunca estive.

E o voo da voz surgiu do ai da terra.


2 comentários:

  1. Por aqui é tudo mais calminho...
    Desliguei-me dos blogues (culpa do facebook), mas começo a ter saudades deste ambiente muito mais íntimo e menos confuso.

    Beijinho,
    :)

    ResponderEliminar
  2. Este é o lugar que preciso para desenvolver ideias :)

    Beijinho e bem vindo!

    ResponderEliminar

Dentro da nave

Astronomy Picture of the Day