quinta-feira, 27 de junho de 2013

Até chegar lá

Ao vivermos num estado de culpa permanente reagimos de duas formas:


a) - projectamos a culpa no outro (o que poderá dar uma aparente sensação de alívio, mas que comigo não funciona)
b) - aplicamos um auto-castigo, sabotando tudo aquilo que mais desejamos (adoecendo e tendo uma especial propensão para acidentes de vária ordem, que é o resumo da minha vida).

Impeço-me de analisar o cerne do erro e de aprender com ele. 
Quisera eu  pegar-lhe pelos colarinhos e abaná-lo até ficar nu e insignificante, mas tenho fugido de muitas formas, fugido da possibilidade de me consertar e de crescer com o que poderia aprender, embora tenha procurado de outras formas, a estabilidade na base dos meus frágeis alicerces. E procurei muito na espiritualidade...

O medo de enfrentar o que não quero ver e a impotência diante deste medo atira-me para um poço, o da culpa.

Na verdade, pelo facto de sentir que nunca fui aceite pelo que fui e sou, de perceber que não era capaz de corresponder às expectativas que esperavam de mim, de passar de fracasso em fracasso emocional, fui enfraquecendo e ficando extremamente manipulável no sector afectivo. 
Assim, tenho visto a minha liberdade  diminuir e a culpa aumentar.

Penso que, para já, o monstro nº 1 está identificado, só que ainda não sei o  que fazer. 

Estou numa sucessão de causas e efeitos incompatíveis com a felicidade.







4 comentários:

  1. Né, ao identificar o primeiro monstro já deu o passo principal para superar, pois significa que foi ao fundo de si mesma, o que não é nada fácil de fazer, e não está ao alcance de qualquer um!
    Não saber o que fazer agora é normal, por isso existem os médicos... para nos ajudarem a procurar os recursos/meios para combater os nossos monstros!
    Muita força e não desista de Vencer!!
    bj

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  2. Né,Há coisas que podem ser terríveis no seu quotidiano mas alguma vez pensou que há pessoas ( eu sou uma delas) em que a sua voz e as coisas que canta são uma bênção? Eu tenho de lhe dizer obrigada!

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  3. Só posso corroborar a mensagem do comentário anterior; admiro o seu bom gosto e a linda voz que continua a ter para ser apreciada suavemente nas memórias do tempo, desde sempre! A busca metafísica da felicidade faz parte do horizonte de tantos humanos que temos que relativizar... Continue a ser forte na força interior que sabemos que tem!

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  4. Né, acho-a uma pessoa extraordinária, uma Mulher belíssima! E acho que provavelmente está a ser demasiado exigente consigo própria. Muitas decisões ou atitudes que tomamos na vida, são tomadas dentro de determinado contexto.E temos a tendência a avaliá-las de per si esquecendo o contexto... falo por mim. Beijinhos e muita força!

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